Trump Assina Decreto para Endurecer Regras de Voto por Correio e Anuncia Saída Iminente do Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto na terça-feira (31) que endurece as regras para o voto pelo correio, exigindo listas estaduais de eleitores elegíveis e envelopes seguros. Paralelamente, Trump declarou que os EUA deixarão o Irã "muito em breve", possivelmente em duas a três semanas, e criticou aliados europeus por não participarem da guerra e do patrulhamento do Estreito de Ormuz.
Endurecimento das Regras de Voto pelo Correio
Donald Trump promulgou um decreto visando a criação de uma lista federal de cidadãos confirmados e elegíveis para votar em cada Estado. O texto estipula que cédulas de votação por correio só serão enviadas a eleitores presentes nas listas estaduais de voto por correspondência e impõe o uso de envelopes seguros com códigos de barras individuais para rastreamento. Especialistas indicam que tais mudanças nos sistemas eleitorais estaduais podem enfrentar contestações judiciais. Trump tem reiterado, sem apresentar provas, alegações de fraude eleitoral generalizada nas eleições de 2020 e defende regras mais rigorosas para o voto pelo correio antes das eleições de meio de mandato em novembro. Apesar de suas críticas, Trump votou pelo correio na semana anterior em uma eleição especial na Flórida, justificando o uso do método por sua posição como presidente e agendas cheias. Anteriormente, ele utilizou decretos para orientar agências federais a auxiliar na verificação da cidadania de eleitores e buscou impedir a contagem de cédulas recebidas após o dia da eleição.
Retirada dos EUA do Irã e Críticas a Aliados
O presidente Donald Trump comunicou a intenção dos Estados Unidos de deixar o Irã "muito em breve", estimando que a saída possa ocorrer dentro de duas a três semanas. Ele afirmou que Teerã não necessita assinar um acordo para o fim da guerra. Trump também dirigiu críticas a países europeus por sua ausência na guerra contra o Irã e no patrulhamento do Estreito de Ormuz, sugerindo que eles deveriam "ir buscar seu próprio combustível" na rota marítima, por onde transitam aproximadamente um quinto do petróleo mundial. O presidente renovou ameaças de retirada militar de aliados europeus, como o Reino Unido, que teria que "lutar sozinho" em Ormuz, apesar de não ter entrado na guerra. Ele propôs que os europeus adquiram petróleo dos Estados Unidos, citando a abundância de produção no país. Há semanas, Trump tem solicitado o envio de navios militares europeus para patrulhar o Estreito de Ormuz, cenário de ataques iranianos a petroleiros em retaliação a ações dos EUA e de Israel. Os países europeus negaram o pedido. Uma reportagem do "The Wall Street Journal" baseada em fontes governamentais norte-americanas indicou que Trump estaria disposto a encerrar o conflito mesmo com o Estreito de Ormuz fechado, avaliando com assessores que uma operação para reabrir a rota prolongaria o conflito para além do prazo previsto.