Morro do Cristo em Juiz de Fora permanece com 'risco muito alto' de novos deslizamentos após tragédia climática
Relatório geotécnico divulgado pela Prefeitura de Juiz de Fora aponta instabilidade extrema no Morro do Cristo, interditado desde fevereiro após deslizamentos que deixaram 66 mortos. Áreas críticas incluem a Rua Carmelo, proximidades do Mirante e ruas Constantino Paleta e Marechal Deodoro, com risco iminente de novos desabamentos. Obras emergenciais serão contratadas para viabilizar o retorno dos moradores.
Contexto da tragédia e laudo técnico
O Morro do Cristo, em Juiz de Fora (MG), permanece interditado desde os dias 23 e 24 de fevereiro de 2026, quando chuvas históricas provocaram deslizamentos que resultaram em 66 mortes. O relatório de avaliação geotécnica, conduzido pelo geólogo Luiz Wallace Costa Nascimento entre março e abril, classificou a área como de 'risco muito alto' para novos deslizamentos. A saturação do solo e a movimentação de detritos e rochas gnáissicas foram apontadas como causas principais da instabilidade. Entre as vítimas, destacam-se seis pessoas da mesma família, incluindo uma criança de 9 anos, e o policial penal Reinaldo Neiva Ferreira, que morreu ao tentar resgatar a esposa e vizinhos.
Áreas críticas e medidas emergenciais
O estudo identificou três zonas de alto risco no Morro do Cristo: 1) **Rua Carmelo**: Blocos rochosos volumosos em encostas íngremes representam ameaça direta às edificações; 2) **Proximidades da Rua Halfeld (abaixo do Mirante)**: Acúmulo de material instável, incluindo 'placas de alívio' e blocos desconfinados; 3) **Ruas Constantino Paleta e Marechal Deodoro**: 'Ninhos' de blocos rochosos com potencial de deslocamento. A Prefeitura anunciou a contratação de um anteprojeto para obras estruturais de mitigação, prevista para segunda-feira (27), como condição para o retorno seguro dos moradores.