Indeed abandona métricas de uso de tokens de IA e citando riscos de incentivos perversos
A Indeed, plataforma global de empregos, decidiu não adotar rankings ou leaderboards baseados no consumo de tokens de IA por seus funcionários. O CIO Anthony Moisant afirmou que métricas fáceis de rastrear, como o uso de tokens, podem criar incentivos equivocados e desviar o foco de resultados reais para a empresa.
Foco em resultados, não em atividade
Anthony Moisant, chief information officer (CIO) da Indeed, explicou em entrevista ao Business Insider que a empresa monitora o uso de tokens de IA internamente, mas evita torná-lo uma métrica visível ou incentivada. "Nós acompanhamos o uso de tokens, mas o fazemos em segundo plano", disse Moisant. "Definitivamente, não vamos usar um leaderboard." A decisão contrasta com práticas de outras gigantes de tecnologia, como a Meta, que utilizam rankings para estimular o consumo de tokens entre seus colaboradores.
Riscos de incentivos perversos
Moisant destacou que métricas como o uso de tokens podem gerar comportamentos indesejados, mesmo sem intenção maliciosa. "Sempre que temos uma métrica ou medida como essa que faz parte de um sistema de incentivos, criamos esse incentivo perverso e as pessoas começam a fazer coisas", afirmou. "Elas seguem o incentivo, seguem aquela cenoura que estão perseguindo, e isso muitas vezes leva a resultados ruins." A Indeed prefere medir o sucesso com base na velocidade de lançamento de produtos e na resposta dos clientes a essas mudanças.
Contexto do mercado de IA
A discussão sobre o uso de tokens de IA ganhou relevância após declarações como a do CEO da Nvidia, Jensen Huang, que afirmou esperar que um engenheiro com salário de US$ 500 mil utilize o equivalente a US$ 250 mil em tokens de IA. Tokens são unidades que os modelos de linguagem usam para processar palavras em entradas e saídas numéricas, sendo a base de ferramentas como o ChatGPT da OpenAI.