Starbucks encerra cobertura de medicamentos GLP-1 para perda de peso em plano de saúde de funcionários
A Starbucks anunciou que deixará de cobrir medicamentos GLP-1 prescritos para perda de peso a partir de outubro de 2026. A decisão reflete o aumento dos custos com saúde para empregadores, que registraram alta de 6,7% em 2026, impulsionada pelo uso crescente desses tratamentos. A empresa manterá a cobertura para outras condições, como diabetes.
Contexto e impacto nos planos corporativos
A Starbucks confirmou que, a partir de outubro de 2026, seus planos de saúde não cobrirão mais medicamentos GLP-1 (como Wegovy e Zepbound) quando prescritos exclusivamente para perda de peso. A medida afeta funcionários elegíveis, incluindo aqueles que trabalham pelo menos 20 horas semanais. A decisão ocorre em um cenário de alta nos custos com saúde corporativa, onde os gastos com GLP-1 representaram 11,4% das reivindicações anuais em 2025, ante 6,9% em 2023, segundo pesquisa da International Foundation of Employee Benefit Plans. Enquanto 36% dos empregadores cobriam os medicamentos para diabetes e obesidade em 2026, 60% restringiam a cobertura apenas para diabetes.
Reações do mercado e tendências
A retirada da cobertura pela Starbucks sinaliza uma tendência de recuo entre empregadores diante do aumento dos custos com GLP-1. Consultorias como Mercer apontam que os gastos médios com benefícios de saúde por funcionário subiram 6% em 2025, com projeção de alta de 6,7% em 2026. Embora algumas empresas, como o Bank of America, mantenham a cobertura para reter talentos, outras estão limitando a elegibilidade ou exigindo autorizações prévias. A obesidade, associada a condições crônicas como diabetes e doenças cardiovasculares, continua sendo um desafio para os planos de saúde, mas o custo elevado dos medicamentos tem levado a ajustes nas políticas corporativas.