Meta realoca 7 mil funcionários para força-tarefa de IA em meio a demissões massivas
A Meta, liderada por Mark Zuckerberg, realocou 7 mil funcionários para uma nova unidade de inteligência artificial (IA), chamada Applied AI (AAI), como parte de uma estratégia para acelerar sua posição na corrida tecnológica. Os funcionários foram selecionados por desempenho e habilidades técnicas, mas muitos desconhecem detalhes sobre suas novas funções. A medida ocorre simultaneamente à demissão de 8 mil colaboradores, refletindo uma reorganização agressiva em torno da IA.
Contexto e objetivos da realocação
A Meta criou a unidade Applied AI (AAI) no início de 2026, sob a liderança do vice-presidente de engenharia Maher Saba e reportando-se ao diretor de tecnologia Andrew Bosworth. Além disso, foram formados grupos específicos para agentes de IA, como 'Agent Transformation Accelerator' e 'Agent Data and Optimization'. Segundo comunicados internos, os funcionários foram escolhidos por seu 'forte desempenho' e 'habilidades técnicas', com a promessa de que poderiam 'fazer um impacto real' na nova equipe. A realocação faz parte de uma estratégia mais ampla da Meta para competir no mercado de IA, que inclui a criação de um laboratório de superinteligência e a reorganização de equipes em 'pods' focados em IA.
Impacto nas demissões e futuro dos funcionários
Enquanto 8 mil funcionários da Meta foram demitidos, os 7 mil realocados para a força-tarefa de IA receberam uma espécie de 'salva-vidas' profissional. No entanto, muitos relataram incerteza sobre suas novas funções, especialmente em áreas como rotulagem de dados, que é essencial para o treinamento de modelos de IA. A empresa busca alavancar sua própria força de trabalho para ganhar vantagem na corrida pela IA, mas a realocação também reflete uma pressão crescente para reduzir custos e priorizar projetos estratégicos. Alguns funcionários descreveram o processo como uma 'convocação' ('I got drafted'), destacando a natureza obrigatória da mudança.