Europa testa comunicação via satélite a laser para substituir ondas de rádio e superar Starlink
Pesquisadores e empresas europeias iniciaram testes com tecnologia de comunicação via satélite baseada em laser infravermelho, prometendo velocidades de até 2,5 Gbps e maior segurança contra interceptações. O projeto, apoiado pela Agência Espacial Europeia (ESA), utiliza a estação terrestre Holomondas Optical Ground Station, na Grécia, e dois CubeSats equipados com terminais ópticos ATLAS-1 para validar a viabilidade da tecnologia.
Tecnologia e funcionamento
A Europa está testando uma nova abordagem para comunicação via satélite, substituindo as tradicionais ondas de rádio por feixes de laser infravermelho. O projeto, desenvolvido no âmbito do programa PeakSat da Agência Espacial Europeia (ESA), envolve a estação terrestre Holomondas Optical Ground Station, localizada no norte da Grécia. Dois CubeSats, PeakSat e ERMIS-3, lançados em março de 2026, foram equipados com terminais ópticos ATLAS-1, desenvolvidos pela empresa lituana Astrolight, para estabelecer comunicação a laser entre o espaço e o solo. A tecnologia promete velocidades de até 2,5 Gbps, superando significativamente os sistemas convencionais de radiofrequência. Além da alta velocidade, o uso de laser infravermelho oferece maior segurança, uma vez que o feixe é altamente direcionado, dificultando interceptações e bloqueios.
Vantagens e comparação com Starlink
A principal vantagem da comunicação via laser é a capacidade de transmissão de dados em alta velocidade, com menor latência e maior segurança em comparação com as ondas de rádio. A tecnologia lembra os enlaces ópticos já utilizados pela Starlink, que conectam satélites entre si no espaço, reduzindo a dependência de estações terrestres. No entanto, o projeto europeu busca expandir essa capacidade para conexões diretas entre satélites e estações em solo, algo ainda em fase experimental. Enquanto a Starlink utiliza uma rede global de satélites para fornecer internet de alta velocidade, a abordagem europeia foca em aplicações específicas, como comunicações governamentais e militares, onde a segurança e a eficiência são críticas.