Dono do Portland Trail Blazers adota 'grindset hardcore' e corta regalias de jogadores e equipe técnica
O bilionário Tom Dundon, proprietário do Portland Trail Blazers, implementa medidas de contenção de custos após adquirir a franquia da NBA por US$ 4,25 bilhões. Entre as mudanças, jogadores em contratos de duas vias não viajam mais com o time, e check-outs tardios em hotéis foram proibidos para não jogadores e treinadores. As decisões refletem uma cultura de 'grindset' cada vez mais comum no mundo corporativo e esportivo.
Medidas de contenção de custos
Tom Dundon, que fez fortuna no setor de empréstimos automotivos subprime, liderou um grupo de investidores que adquiriu o Portland Trail Blazers por US$ 4,25 bilhões em março de 2026. Desde então, o bilionário, com patrimônio estimado em US$ 2,3 bilhões, tem adotado uma abordagem de redução de despesas que tem gerado polêmica. Uma das medidas mais criticadas foi a decisão de não permitir que jogadores em contratos de duas vias — que dividem tempo entre a NBA e a G League — viajem com o time principal. Embora esses atletas não sejam escalados para jogos de alto impacto, eles são considerados parte essencial da equipe.
Impacto nas operações e reações
Além da restrição aos jogadores de duas vias, Dundon proibiu check-outs tardios em hotéis para não jogadores e treinadores, uma prática comum no esporte. A medida preocupou o técnico interino Tiago Splitter, que questionou se a equipe de massoterapia teria espaço adequado para trabalhar antes de jogos decisivos, como o da rodada de abertura do NBA Play-In Tournament, onde uma vitória garantiria uma vaga nos playoffs. As mudanças refletem uma tendência de 'grindset' — mentalidade de trabalho árduo com menos recursos —, que tem se espalhado no mundo dos negócios e agora no esporte.