Parlamento Europeu mantém sanções à Venezuela e reforça divisão política na União Europeia
O Parlamento Europeu aprovou resolução para manter sanções contra a Venezuela, com 507 votos a favor, 31 contra e 35 abstenções. O texto, apoiado por grupos Popular, Ultraconservador e Liberal, rejeita a suspensão das medidas e ignora propostas de redução gradual defendidas pela Espanha. A decisão evidencia divisões internas sobre a abordagem da UE em relação ao país sul-americano.
Contexto e votação
O Parlamento Europeu manteve as sanções contra a Venezuela após intensas negociações entre os eurodeputados. A resolução, que pede ao Conselho da União Europeia a não suspensão das sanções, foi aprovada com ampla maioria: 507 votos a favor, 31 contra e 35 abstenções. O texto foi assinado pelos grupos Popular, Ultraconservador e Liberal, que rejeitaram emendas propondo uma redução gradual das medidas, posição defendida pela Espanha. Também foi descartada uma emenda que condenava explicitamente a interferência militar dos Estados Unidos no país.
Divisões internas e posicionamentos
A votação expôs divisões claras dentro do Parlamento Europeu. Enquanto os grupos de centro-direita e direita pressionaram pela manutenção das sanções, os social-democratas e grupos progressistas apoiaram o texto final, apesar de não terem suas emendas incorporadas. A resolução aprovada concentra-se na Lei de Anistia Venezuelana, sem abordar questões como a influência externa ou a flexibilização das medidas restritivas.