Argentina Expulsa Principal Representante Diplomático do Irã em Meio a Crise Diplomática
O governo argentino declarou Mohsen Soltani Tehrani, encarregado de negócios do Irã, 'persona non grata' e determinou sua saída em 48 horas. A medida é uma resposta a um comunicado iraniano considerado ofensivo e uma ingerência em assuntos internos. A crise se agrava após a Argentina declarar a Guarda Revolucionária Islâmica como organização terrorista e a persistente falta de cooperação do Irã nas investigações do atentado da AMIA em 1994.
Motivações e Declarações Oficiais
A expulsão de Mohsen Soltani Tehrani foi anunciada nesta quinta-feira (2) pela gestão de Javier Milei. A chancelaria argentina classificou o comunicado iraniano como “falso, ofensivo e improcedente” contra o país e suas autoridades, além de uma “inaceitável ingerência” em assuntos internos. Javier Milei declarou em um ato público que "Diante do terrorismo não pode haver trégua", alinhando-se com os Estados Unidos e Israel na decisão de "pôr fim ao regime iraniano, uma tirania que não só mantém cativa sua própria população, mas que se dedicou a semear o terror durante décadas". O governo iraniano acusou Milei de ultrapassar uma "linha vermelha imperdoável".
Caso AMIA e Relações Bilaterais
O governo argentino também reiterou a cobrança por cooperação do Irã nas investigações do atentado à Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) em 1994, citando uma “persistente negativa” iraniana em colaborar com a Justiça, incluindo o descumprimento de pedidos internacionais de prisão e extradição. Em resposta às ações de Buenos Aires, o governo iraniano considerou “ilegal e infundada” a rotulagem da Guarda Revolucionária como terrorista e alertou para os impactos nas relações bilaterais.