Empresas usam vigilância no trabalho para treinar agentes de IA e substituir funções humanas
Empresas como Meta e JPMorgan estão monitorando atividades de funcionários em dispositivos corporativos para treinar agentes de IA. A prática, considerada uma evolução da vigilância no trabalho, visa coletar dados detalhados sobre processos decisórios e tarefas executadas, potencialmente substituindo funções humanas por automação.
Monitoramento como fonte de dados para IA
Segundo reportagem do Business Insider, empregadores estão utilizando softwares para rastrear ações de funcionários em laptops e celulares corporativos. O objetivo não é apenas garantir produtividade, mas também coletar dados sobre como tarefas são realizadas — desde e-mails até mensagens no Slack. Essas informações são usadas para treinar agentes de IA capazes de automatizar processos e tomar decisões baseadas em padrões reais de trabalho. Dan Schawbel, diretor da Workplace Intelligence, classificou a prática como 'a evolução da vigilância no trabalho — de medir o trabalho a aprender como substituí-lo'.
Exemplos de vigilância corporativa
Empresas como AT&T já utilizam tecnologia para monitorar presença no escritório, enquanto o JPMorgan rastreia o uso de IA por engenheiros de software e acompanha suas atividades por meio de dashboards. A demanda por dados detalhados sobre fluxos de trabalho cresceu com o avanço de agentes de IA, que dependem de exemplos reais para replicar tarefas humanas com eficiência. A coleta de dados inclui desde a produção de relatórios até o processo de tomada de decisões, transformando a vigilância em uma ferramenta estratégica para automação.